Sonia e os Sinos Tibetanos

Sonia Ardah é terapeuta. Das boas. Trabalha em Taubaté, onde tem seu consultório há alguns anos. Formada  em Reiki, Terapeuta de Som  pelo  Método Peter Hess, é também Terapeuta Corporal Holística, Acupunturista, Aromaterapeuta, Practitioner em PNL. Trouxe para a região a Terapia de Som, um luxo do qual poucos podem usufruir mesmo em cidades como São Paulo.

Vocês podem conhecer melhor o trabalho dela com o sinos tibetanos clicando aqui

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Modelagem.

  • Sou modelador. Dou pouca atenção ao que as pessoas falam e bastante atenção ao que fazem. Construo um modelo do que as pessoas fazem. Não sou psicólogo nem teólogo ou teórico. Não tenho idéia do que seja a natureza “real” das coisas e também não me interessa o que seja “verdadeiro”. A função da modelagem é atingir descrições que sejam úteis. Assim, se menciono algo que você já conheça de algum estudo científico, ou de alguma estatística, como fato não preciso, perceba que há aqui uma nova experiência. Não ofereço  algo que seja verdadeiro, apenas coisas úteis. Sei que a modelagem obteve êxito quando provoco o mesmo comportamento alcançado pela pessoa anterior modelada e quando posso ensinar a alguém mais a conseguir os mesmos resultados de maneira sistemática, então existe algo ainda mais forte.

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Crenças

 

Henry Ford, o criador, entre outras coisas, da linha de produção, costumava dizer” Se você acha que pode, Você pode. Se você acha que não pode, você não pode. A frase pode ajudar a definir o que é uma crença.”

Crença pode ser definida como uma condição psicológica que se define pela sensação de veracidade de uma idéia. A sensação, aqui, define a crença.

Também pode se associada à fé, uma vez que, se você acredita, tem fé, nã há como duvidar.

A crença não contempla a razão, não tem lógica, Você pode acreditar no que quiser, ninguém tem nada com isso.Há pessoas que acreditam em coisas que você pode considerar as mais absurdas, porque não fazem parte de seu conjunto de crenças.

Por exemplo, Em algumas regiões do planeta, se você passar sua mão sobre a cabeça de uma criança, você estará roubando aquela pequena alma. E pode até sofrer agressão física por isso.

Neste campo, o religioso, a crença fica muito variada. Vejamos:

Teísmo: É a crença na existência de deuses,  sem a necessidade de uma religião.

Monoteísmo: Acredita em um só Deus.

Politeísmo: Acredita em vários deuses.

Henoteísmo:Acredita em vários deuses, mas com um supremo a todos.

Ateísmo:não crê na existência de deuses.

Agnosticismo: O agnóstico é alguém que acredita que a questão da existência ou não de um Deus não foi nem nunca será resolvida.

Satanismo: Acredita em satã, o diabo.

As cren ças são um campo muito fértil.

Nossa vida é toda regida por crenças, em todos os campos. Acreditamos no poder do trabalho, por isso trabalhamos. Acreditamos nas pessoas, por isso confiamos nelas. Acreditamos que o avião sempre vai chegar ao destino, então, voamos. Acreditamos em nosso cônjuge, construímos  a vida com ele e fazemos planos para o futuro.

Vivemos de crenças. Até a falta de crença é uma crença.

Há crenças sobre causas, sobre identidade e sobre significado.

Tem gente que acredita no mal. O mal é uma coisa subjetiva, criada em sua cabeça, de acordo com sua cultura, seu modo de ser, como você foi criado.

Não precisava acontecer

Não se impressione. A vida aqui vale exatamente o preço de uma comanda. Ou quanto você pode pagar por fora.E, em alguns casos mais específicos, vale o lugar que você consegue ou o lugar em que está hospedado.
A vida aqui não tem esta coisa de simplesmente você estar respirando.É preciso valor agregado,ou o segurança, este intermediário entre você e quem manda, este representante do arbítrio, vai fazer com que você fique aí dentro até pagar a conta ou morrer.porque as portas estão fechadas e a comanda é mais importante do que você.
E também tem o poder. Que tem as mesmas letras da palavra “podre”. Que libera, que assina, que garante a coisa funcionando até que exploda e depois sai investigando quem foi que liberou as coisas que ele mesmo liberou, quem foi que deixou morar na beira do rio aquelas pessoas que ele mesmo deixou morar ali. E coloca todo o mundo em polvorosa, procurando culpados entre pessoas sem escrúpulos como ele mesmo é.
O Circo Norte Americano.no século passado, queimou no Rio de Janeiro, deixando quinhentos e três mortos. Não havia saídas suficientes para todos. Isto foi no século passado. Uma das conclusões que se tirou na época foi a de que era preciso, entre outras coisas, fiscalizar melhor.
Duzentas e trinta e tantas pessoas morreram ali.
Pense bem. Não foi a guerra. Não foi o destino. Nem a fatalidade. Não precisava acontecer.

Dez coisas que você precisa saber sobre a fome

Lista compilada pelo Programa Mundial de Alimentos, da ONU, sugere que a fome é o maior problema solucionável do mundo.

As Nações Unidas publicaram, nesta quarta-feira, uma lista sobre as 10 coisas que todos devem saber a respeito da fome neste novo ano.

Confira abaixo os tópicos compilados pelo Programa Mundial de Alimentos, PMA:

1. O mundo tem cerca de 870 milhões de pessoas que não têm o necessário para comer para levar uma vida saúdável. Isto significa que uma em cada oito habitantes do globo vai para a cama, todos os dias, passando fome. (Fonte: FAO, 2012)

2. O número de pessoas vivendo com fome crônica baixou para 130 milhões nas últimas duas décadas. Nos países em desenvolvimento, a prevalência da má nutrição caiu de 23,2% para 14,9% no período de 1990-2010. (Fonte: FAO, 2012)

3. A maioria do progresso contra a fome foi alcançado antes de 2007/2008, quando ocorreu a crise econômica global. Desde então, os avanços na redução do problema foram desacelerados e estagnados. (Fonte: FAO, 2012)

4. A fome é o problema número 1 na lista dos 10 maiores riscos de saúde. Ela mata mais pessoas todos os anos que doenças como Aids, malária e tuberculose combinadas. (Fonte: Unaids, 2010. OMS, 2011)

5. A má nutrição está ligada a um terço da morte de crianças com menos de cinco anos nos países em desenvolvimento. (Fonte: Igme, 2011).

6. Os primeiros mil dias da vida de uma criança, da gravidez aos dois anos de idade, são fundamentais para o combate à má nutrição. Uma dieta apropriada, nesta época da vida, protege os menores de nanismos físico e mental, que podem resultar da má nutrição. (Fonte: Igme, 2011).

7. Custa apenas 25 centavos de dólar americano, por dia, para garantir que uma criança tenha acesso a todas os nutrientes e vitaminas necessários ao crescimento saudável. (Fonte: Igme, 2011)

8. Se mulheres, nas áreas rurais, tiverem o mesmo acesso à terra, à tecnologia, à educação, ao mercado e aos serviços financeiros que os homens têm, o número de pessoas com fome poderia diminuir entre 100 e 150 milhões. (Fonte: FAO, 2011)

9. Até 2050, as mudanças climáticas e os padrões irregulares da temperatura terão colocado mais 24 milhões de pessoas em situação de fome. Quase metade destas crianças estarão vivendo na África Subsaariana. (Fonte: PMA, 2009)

10. A fome é o maior problema solucionável do mundo.

Matéria de Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Choro

Chorar sempre não chorar nunca são duas formas de expressar a mesma coisa.Esta tentativa de controle é parte de um aprendizado que busca nos levar a ser  “igual” ou “parecido” com as outras pessoas, através de não mostrar nossas emoções, com medo da vulnerabilidade que aparentemente isso pode trazer.Chorar muito e não chorar nunca mostram sempre o medo do descontrole.Viver chorando pode indicar que estamos nos sentindo sem apoio, perdidos, sem ver horizontes melhores para nossa vida, o que nos afeta e nos transforma em pessoas sem alegria.Não chorar nunca mostra uma tentativa de controle total das emoções, o que também é medo do descontrole.Em resumo, deixamos de viver, preocupados que estamos em mostrar á sociedade quanto somos fortes  e capazes de tocar nosso barco sem apoio emocional de nenhum tipo.Permita-se chorar. Deixe que as coisas aconteçam em você, para liberar todas as possibilidades, sem sem se preocupar com o que os outros possam dizer, apenas chore e, enquanto estiver chorando, pesquise seu sentimento no momento. Pergunte-se o que você está sentindo e seu corpo vai responder imediatamente, orientando em que direção seu emocional pode seguir em seguida. Isto vai aumentar seu autoconhecimento e suas possibilidades para obter resultados mais efetivos. Lágrimas mostram sua condição de pessoa humana. Tornam você mais forte e tranquila.Lágrimas mostram que você é gente.

Pão de Hoje

Se você não tem um plano para a sua vida, alguém tem. Esta frase, usada para alertar as pessoas de que elas devem assumir a responsabilidade por tudo o que fazem sempre, mostra que o estado de atenção deve ser permanente. O estado de atenção, no entanto, significa observação diária do que se passa a seu redor, sem ficar excessivamente preocupado com tudo o que se passa. Simplesmente observar é sempre um bom começo de tudo. Quando se observa, existe já uma ação, que pode desencadear outras, de acordo com a necessidade.

O momento ou o fato observado vão indicar que tipo de ação vem a seguir. E esta segunda ação vai mostrar outras e assim por diante. Isso traz à tona a formação de cada um. Ela vai determinar se o que se está fazendo é apropriado ao momento. E não cabe nenhum julgamento, pois as pessoas sempre vão fazer o que consideram mais adequado no momento, dando à sua vida a orientação que sua formação permite. Rever uma ação, refazer, retomar um caminho sempre indica um tipo de reflexão anterior, capacidade de refletir, pensar de novo, trazer mais elementos, tornar tudo mais viável, e, se for uma atitude muito frequente, pode também mostrar um índice de indecisão muito alto.

Fundamental é saber provar o pão de hoje, aquilo que já pode ser feito agora, sem mais considerações e que sempre vai gerar o que fazer nos momentos seguintes.

 

 

As ‘coisas indescritíveis’ do mundo do consumo, artigo de Washington Novaes

 

 

(O Estado de S.Paulo] O historiador Eric J. Hobsbawn, que morreu no começo da semana passada, deixou livros em que caracterizou de forma contundente os tempos que estamos vivendo. “Quando as pessoas não têm mais eixos de futuros sociais acabam fazendo coisas indescritíveis”, escreveu ele no ensaio Barbárie: Manual do Usuário (Estado, 2/10). Ou, então, “aí está a essência da questão: resolver os problemas sem referências do passado”. Por isso, certamente Hobsbawn não se espantaria com a notícia estampada neste jornal poucos dias antes de sua morte: Na Espanha, cadeados nas latas de lixo (27/9). “Com cada vez mais pessoas vivendo de restos, prefeitura (de Madri) tranca as latas como medida de saúde pública.” Nada haveria a estranhar num país onde a taxa de desemprego está por volta de 25%, 22% das famílias vivem na pobreza e 600 mil não têm nenhuma renda.

E que pensaria o historiador com a notícia (Estado, 26/9) de que as autoridades de Bulawato, no Zimbábue (África), “pediram aos cidadãos que sincronizem as descargas de seus vasos sanitários para poupar água. (…) Os moradores devem esvaziar os vasos apenas a cada três dias e em horários determinados”? Provavelmente Hobsbawn não se espantaria, informado das estatísticas da ONU segundo as quais 23% da população mundial (mais de 1,5 bilhão de pessoas) defeca ao ar livre por não ter instalações sanitárias em sua casa. As do Zimbábue ainda estão à frente.

E da China que pensaria ele ao ler nos jornais (22/9) que a prefeitura de Xinjian, no leste do país, “está sob intensa crítica da opinião pública após enjaular dezenas de mendigos no mesmo lugar durante um festival religioso”? Ao lado da foto das jaulas nas ruas com mendigos encarcerados, a explicação de autoridades de que assim fizeram porque os pedintes assediavam peregrinos e corriam risco de ser atropelados ou pisoteados. Mas “entraram nas jaulas voluntariamente”. Será para não correr riscos desse tipo que “quatro estrangeiros de origem ignorada” vivem há três meses no aeroporto de Cumbica, em São Paulo, recusando-se a dizer sua nacionalidade e procedência (Folha de S.Paulo, 29/9)? “Em tempos de transformação”, disse o psicanalista Leopold Nosek a Sonia Racy (Estado, 7/10), “quando o velho não existe mais e o novo ainda não se estruturou, criam-se os monstros”.

Para onde se caminhará? Na Europa, diz a Organização Internacional do Trabalho que, com todo o sul do continente em crise, o desemprego na faixa dos 15 aos 24 anos crescerá 22% em 2013, pouco menos no ano seguinte. Nos Estados Unidos, a taxa de desemprego entre jovens está em 17,4%, talvez caia para 13,35% até 2017 (Agência Estado, 5/9). O desemprego médio nos 17 países da zona do euro subiu para 11,4%.

Pulemos para o lado de cá. Um em cada cinco brasileiros entre 18 e 25 anos não trabalha nem estuda (Estado, 26/9). São 5,3 milhões de jovens. Computados também os que buscam trabalho, chega-se a 7,2 milhões. As mulheres são maioria. E o déficit ocorre embora o País tenha gerado 2,2 milhões de empregos formais em 2011.

As estatísticas são alarmantes. A revista New Scientist (28/7) diz que 1% da população norte-americana controla 40% da riqueza. Já existem 1.226 bilionários no mundo. “Nós somos os 99%”, diz o movimento de protesto Occupy. Entre suas estatísticas estão as que os relatórios do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) vêm publicando desde a década de 1990: pouco mais de 250 pessoas, com ativos superiores a US$ 1 bilhão cada, têm, juntas, mais do que o produto bruto conjunto dos 40 países mais pobres, onde vivem 600 milhões de pessoas. Já a metade mais pobre da população mundial fica com 1% da renda global total. Menos de 20% da população mundial, concentrada nos países industrializados, consome 80% dos recursos totais. E 92 mil pessoas já acumulam em paraísos fiscais cerca de US$ 21 trilhões, afirma a Tax Justice Network.

E que se fará, com a população mundial aumentando e os recursos naturais – inclusive terra para plantar alimentos – escasseando? É cada vez maior o número de economistas que já mencionam com frequência a “crise da finitude de recursos”. Os preços médios de alimentos “devem dobrar até 2030, incluídos milho (mais 177%), trigo (mais 120% e arroz (107%)”, alerta a ONG Oxfam (Instituto Carbono Brasil, 6/9). 775 milhões de jovens e adultos são analfabetos e não têm como aumentar a renda (Rádio ONU, 10/9).

De volta outra vez ao nosso terreiro, vemos que “mais de 90% das cidades estão sem plano para o lixo” (Estado, 2/8). Na cidade de São Paulo, 90% do lixo reciclável vai para aterros sanitários (CicloVivo, 10/8). Diariamente 5,4 bilhões de litros de esgotos não tratados são descartados. Perto de metade dos domicílios não é ligada a redes de esgotos. A perda de água nas redes de distribuição (por furos, vazamentos, etc.) está por volta de 40% do total. Mas 23% das cidades racionam água, segundo o IBGE (Estado, 20/10/2011). E grande parte da água do Rio São Francisco que será transposta irá para localidades com essas perdas – antes de corrigi-las. E com o líquido custando muito mais caro, já que muita energia será necessária para elevá-lo aos pontos de destino.

Enquanto isso, a campanha eleitoral correu morna em praticamente todo o País, com candidatos fazendo de conta que vivemos na terra da promissão, não precisamos de planos diretores rigorosos nas cidades, não precisamos responsabilizar quem mais consome – e mais gera resíduos -, não precisamos impedir a impermeabilização do solo das cidades nem impedir a ocupação de áreas de risco.

“A sociedade de consumo”, escreveu Hobsbawn, “interessa-se apenas pelo que pode comprar agora e no futuro”. Mas terá de resolver o problema de 1 bilhão de idosos em dez anos (Fundo de População das Nações Unidas, 1.º/10).

Washington Novaes é jornalista.

Artigo originalmente publicado em O Estado de S.Paulo.

EcoDebate, 22/10/2012

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Intolerância

Ressurgindo com força, o fenômeno da intolerância se alastra por grandes cidades e ninguém toma providências. Tratam disso apenas como caso de polícia. São negros, homossexuais, pobres, ciganos,  prostitutas, índios, idosos,aposentados, camelôs,umbandistas e pessoas com necessidades especiais tratadas como se não pudessem pertencer à sociedade.
Se você pertence a uma dessas categorias de pessoas, fique sabendo do seguinte:
Não haverá natal para você, nem para qualquer pessoa que não seja completamente integrada ao que chama-se hoje na maior cara-de-pau de sociedade cristã e ocidental.
Se você vive numa favela, será sempre suspeito de ser qualquer coisa que provavelmente você não é.
Se for homossexual, não será aceito por nenhuma religião cristã, onde reina a maior hipocrisia quanto a isso. Seus religiosos podem, você não. Você é só ovelha, meu amigo. Só o candomblé, que eu saiba, aceita você. Mas o candomblé não é cristão.
Se for índio, precisa aceitar as condições das religiões vigentes. Senão, vai para o inferno, este artifício maravilhoso criado para punir quem não é fiel ao que quer que eles digam.
Se é camelô, não consegue crédito. Se é aposentado,tente pegar um ônibus ao meio dia e você vai ficar no ponto.
Se é pobre, pode esquecer. Não vai acontecer porra nenhuma em sua vida.
Agora, se você é negro, homossexual, umbandista, prostituta, idoso, com necessidades especiais, ou qualquer outra coisa e é rico, você será uma pessoa feliz, integradinha ao sistema, que afinal sabemos que a discriminação é econômica na grande maioria dos casos.

A discussão política trouxe a intolerância e o fundamentalismo para a tona.

Depois das eleições eles começaram a botar as mangas de fora.
Se você quer um natal pelo menos decente para as pessoas, cuide para que estas coisas sejam combatidas, com todo o seu coração.
O natal vai agradecer.

Dia do Perdão

O Yom Kippur ou Kippur é um dos dias mais importantes do judaísmo. No calendário hebreu começa no crepúsculo que inicia o décimo dia do mês hebreu de Tishrei (que coincide com Setembro ou Outubro), continuando até ao pôr do sol do dia seguinte.
Os judeus tradicionalmente observam esse feriado com um período de jejum de 25 horas e oração intensa
Uma boa maneira de nos sentirmos livres é através do perdão. Perdão apaga mágoas, desmancha contendas internas e abre os caminhos para prosperar e estar sempre em estado de paz interior.
Quando perdoamos, estamos agindo em favor do bom funcionamento de nosso organismo. O cérebro libera energia para que possamos gerar novas formas de vida interna, cuidar melhor de nosso emocional, gerenciar com mais cuidado e carinho nosso dia a dia.
Neste ano, o Yom Kippur foi comemorado no dia 26 de setembro. Podemos aproveitar e criar em nossa jornada um dia do perdão, onde faremos o exercício da nossa capacidade de perdoar, de ver que realmente não há ninguém nem nada lá fora e assumirmos inteiramente a responsabilidade por tudo o que nos acontece, sem culpar ninguém, sem mágoas, sem animosidades, com o espírito do perdão. E começar novamente, sempre que for preciso.

                                                                                                                                                                                                                                             

 

 

Pobre é acusado de tudo

 

Pobre é acusado de ter filhos, imagine. De morar em lugares que enchem de água, de andar à noite por áreas desprotegidas, sem policiamento, de beber em excesso, de ter baixa escolaridade, de não se cuidar e ficar doente, de tentar ser atendido na marra, quando tinha que entrar na fila de trezentas senhas, de ser entrão, eu disse entrão, e tentar entrar no banco quando aquela porta barrou a entrada dele, de botar fogo em ônibus quando  não tem condução e ele precisa trabalhar, de ficar puto quando chega atrasado e toma um gancho, quando a obrigação dele era chegar no horário, e ele, vagabundo, não chegou, pobre é discriminado por rico, por classe média, por pobre, por médicos, policiais, professores, ninguém gosta de pobre. Além do mais, pobre enche estatística de fome, miséria, baixa escolaridade, ciminalidade, prostituição, tráfico de drogas, tráfico de mulheres, crimes passionais, contrabando, venda de cd pirata, furtos, roubos, estelionato, migração, imigração não autorizada para a grande terra do norte, estupro, sim, é ele quem sofre o maior número de estupros, o pobre, abortos que acabam em morte, porque ao invés de frequentar as clínicas melhores, as mulheres pobres procuram as donas marias da periferia para praticar aborto e morrem às pencas, leptospirose, vítimas que são das enchentes, epidemias de tudo quanto é tipo, visto que nem sempre se vacinam, enfim, pobre é culpado de tudo.

O poder é ilusório. As democracias acabam fazendo exatamentre o que as grandes corporações querem que seja feito.É só estar de acordo com tudo e com todos, engajado no refrão da globalização, nos programas de contenção, nessa coisa falsa de conservação da natureza, que pobre não causa dano, quem causa dano de verdade é multinacional e no fundo, no fundo, são eles quem mandam, não tem nenhum lugar, nenhum setor em que eles não mandam, nem aqui nem na China.Quem quiser provar o contrário, pode tentar. Há algumas concessões, uma democracia aqui, outra ali, um ditador de merda que surge, um país que não quer entrar no esquema, enfim, uma esquerda de gibi, incapaz de oferecer qualquer coisa que não sejam palavras de ordem àquilo que eles ainda chamam de massa.

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